sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Quieta.
Eu só vou ser eu quando eu párar de tentar ser.Poesia não se faz de vontade amarrada.Eu simples adoeci do isso.Fico feliz por escutar a rosa doce.Pra eu precisar disso teve angústia-o fim da música.Gostar de si mesmo é o começo de um começo.Porque as pessoas passam caladas por desejos habitados.E não existe coisa nisso que eu já não soubesse.Porque pra variar o tempo encurta(caminho do universo).O melhor jeito é assumir-se isso.De quedas e parafusos esticados...eu estive bem alinhado.Alinhado vento,alinhado com meu corpo.Alinhado corpo e copo.Fusão queima fusão.Estou até bem razoável para um nível drástico.Porque eu esqueci disto e fui.Eu esqueci disto e fui.As pessoas não sabem o quanto eu desejei ser elas.Qualquer osso já bastava pro meu cãozinho.Se eu fosse para elas já me bastaria.Eu nem precisaria ser para mim.Mas eu não sou...nem para elas nem para mim...Olhei a vida com um olhar materialista...mas a vida não é assim,você não compra,nem vende,nem troca,é como diz a Lou Salomé,você rouba.Se fossem uma ou duas coisas...mas são muitas!São tantas que me impedem de atravessar(a ponte,as metáforas)...O fim do papo,enquanto tiver,o fim do início...um monte de metas e mais um monte de prejuízo!Me calo e aperta!Aprenda e não erra!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Os versos e a fraude
tanta coisa aconteceu na minha vida!
...
eu não valho a pena,
à busca
regresso da memória,
à forte força eu não sou nem capital
de máquina movimento ousado
vínculo
vício
vindo isso e tal
do suporte leve de esperanças
eu tranquei um balde e meio
traquinei o meu passeio
ode morna
eu estou abaixo
onde o caldo entorna
levemente capitão
me usa ser isso,
se precisar eu me esquivo,
se precisar eu me esquivo,
eu não valho um tostão.
...
eu não valho a pena,
à busca
regresso da memória,
à forte força eu não sou nem capital
de máquina movimento ousado
vínculo
vício
vindo isso e tal
do suporte leve de esperanças
eu tranquei um balde e meio
traquinei o meu passeio
ode morna
eu estou abaixo
onde o caldo entorna
levemente capitão
me usa ser isso,
se precisar eu me esquivo,
se precisar eu me esquivo,
eu não valho um tostão.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
O pote de biscoitos
Existir!
Existir!
Peço muito querendo apenas existir?
Vou atrás da morte,
mas ela não quer conversa comigo.
Ela disse para eu ir cuidar do meu umbigo...
Estou cansada das casas,
das casas,sobretudo das portas e janelas,
à minha presença,sempre fechadas...
Eu queria um dia bater
e ver um passarinho vir me receber
:-Entre,não tema,venha comigo!
Eu comia um doce em silêncio,
quieta,no cantinho da mesa...
mas,mesmo assim,a bruxa ouviu...
ouviu e não gostou...
então ela foi lá e roubou meu doce...
ele estava pela metade!
Quando eu me sento as palavras não me acompanham.
Não adianta falar com as pessoas
quando elas estão deitadas...
As pessoas se deitam quando eu falo,
(dormindo não ouvem,
quando eu falo o que me dói escondido).
Todo esse tempo respirando!
Um desperdício de oxigênio e batimentos cardíacos incomensurável!
Porque eu nunca vou sair do pote de biscoitos...
Não importa o que acontecer...
Eu nunca vou sair do pote de biscoitos!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Meu grande desafio
você acha um bom colo na morte,
tentativa sem suspeita
insuspeita reza
que é quando o gesto não tem mais observação,
afago a coisa sem letra
divergindo espécies
mas a meta atrás disso
vem pra ser(mais do que bonito)
passo,dança,ou condecoração,
o isso,o isso, a sombra,
a noite,a faca,a carne,a esmola,
o povo aturdido e as noites sem ânsia
querendo distância de mim...
Meu umbigo...(cresce esperança!)
de não me ter parido...
eu(a noite importunando as cerejas)...
mas olho, e o espaço é ínfimo...
ínfima loucura da gentileza.
Meu grande desafio.
tentativa sem suspeita
insuspeita reza
que é quando o gesto não tem mais observação,
afago a coisa sem letra
divergindo espécies
mas a meta atrás disso
vem pra ser(mais do que bonito)
passo,dança,ou condecoração,
o isso,o isso, a sombra,
a noite,a faca,a carne,a esmola,
o povo aturdido e as noites sem ânsia
querendo distância de mim...
Meu umbigo...(cresce esperança!)
de não me ter parido...
eu(a noite importunando as cerejas)...
mas olho, e o espaço é ínfimo...
ínfima loucura da gentileza.
Meu grande desafio.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Alone,alone
eu quero entender a coisa,
aonde ela se veste,
o por trás do isso,
o olho,
onde ela der mais substância
quero ouro pra canção
adivinhação
não percebendo
que eu já estive,
mas onde você não vai
eu tiro de letra,
sopas de letrinhas
dúvidas vovózinhas
olho claro da canção.
E penso nisso
e peno aquilo
o sangue dói
e o preto existe,
que é mais café em riste,
do que essa tua cara de cristão.
alinhando sapatos,cativos retratos
eu não voto,eu não rezo,
eu não limito a minha companhia
à um cardume flácido.
isso muito aonde vive,
é lugar onde não estive
eu resseco
(perverso)
meu universo
à preço de dúvida
endivido a noite
(um céu de poemas)
e mantenho,casto o disco
poemas duplicados
sempre a mesma revolta
sempre a mesma resma,
de papel,mal-disposta
eles me pregam à vil esporte,
traçam o voto,
odeio isso!
vou vetar enquanto posso
meu encontro com o espelho.
[Escaravelho,
demônio encharcado.]
minha mãe tem prego solto
às vezes me olha
(com cara de mil vontades)
poltergeist de meia-idade.
acha que anda e protege
as horas,
ela herege...
tão senhora!
a epopéia aqui escrita
você nunca vai ver em sua vida
ela queimou caneta
deitou veludo
e amassou pão
quero que ele desencoste
que durma no não
palavras...palavras coloridas...
no caderno de colorir que não diz nada
olho,abuso,cuspo
venço...
alone,alone
days in days
if you cannot say
i cannot play
aonde ela se veste,
o por trás do isso,
o olho,
onde ela der mais substância
quero ouro pra canção
adivinhação
não percebendo
que eu já estive,
mas onde você não vai
eu tiro de letra,
sopas de letrinhas
dúvidas vovózinhas
olho claro da canção.
E penso nisso
e peno aquilo
o sangue dói
e o preto existe,
que é mais café em riste,
do que essa tua cara de cristão.
alinhando sapatos,cativos retratos
eu não voto,eu não rezo,
eu não limito a minha companhia
à um cardume flácido.
isso muito aonde vive,
é lugar onde não estive
eu resseco
(perverso)
meu universo
à preço de dúvida
endivido a noite
(um céu de poemas)
e mantenho,casto o disco
poemas duplicados
sempre a mesma revolta
sempre a mesma resma,
de papel,mal-disposta
eles me pregam à vil esporte,
traçam o voto,
odeio isso!
vou vetar enquanto posso
meu encontro com o espelho.
[Escaravelho,
demônio encharcado.]
minha mãe tem prego solto
às vezes me olha
(com cara de mil vontades)
poltergeist de meia-idade.
acha que anda e protege
as horas,
ela herege...
tão senhora!
a epopéia aqui escrita
você nunca vai ver em sua vida
ela queimou caneta
deitou veludo
e amassou pão
quero que ele desencoste
que durma no não
palavras...palavras coloridas...
no caderno de colorir que não diz nada
olho,abuso,cuspo
venço...
alone,alone
days in days
if you cannot say
i cannot play
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Um adeus bem brega
eu quero me mexer
mas meus braços estão calados
não anoto o tempo
ele passa em cigarros
e o vento se mistura com o espelho
e minha dor se mensura sem ter texto
longe de ti.
mas meus braços estão calados
não anoto o tempo
ele passa em cigarros
e o vento se mistura com o espelho
e minha dor se mensura sem ter texto
longe de ti.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sou tudo que não quero ser
...
que é toda morte que me acerta sorte
viga a vida
sem a menor intenção
não sou pra casar
não sou para não casar
sou para morrer
vencer o tumulto
acima do luto
sou tudo
e broto
acima do mundo,
sou tudo que não quero ser,
à fato de vida suada
sou tudo que quero ser
sou Túmulo,
apaziguada.
que é toda morte que me acerta sorte
viga a vida
sem a menor intenção
não sou pra casar
não sou para não casar
sou para morrer
vencer o tumulto
acima do luto
sou tudo
e broto
acima do mundo,
sou tudo que não quero ser,
à fato de vida suada
sou tudo que quero ser
sou Túmulo,
apaziguada.
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